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Meu Perfil BRASIL, Sudeste, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Cinema e vídeo, Bebidas e vinhos, Literatura, Kart MSN - renanpeneluppi@hotmail.com
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Devaneios.com
O ultimo post deixa de valer a partir de agora. Voltei a vida. E como voltei! Agora nao posto mais mesmo, quer dizer, quero postar, mas nao há mais tempo. MEu nome é trabalho. E a vida anda incerta aqui na avenida paulista. Agora sou da noite, as madrugas sao minhas, e de bicicleta. Assim que me sobrar um minuto eu conto mais. Saibam postarei logo.
Escrito por Renan Peneluppi às 03h25
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Já disseram alguns de meus colegas blogueiros que quando não se atualiza mais seu blog tão constantemente é por que estamos vivendo mais, e, portanto, temos menos tempo para tal tarefa. Eu não atualizo isso aqui há um tempão mas a razão é outra.
Não atualizo mais porque deixei de viver, parei, quase nada me empolga, ninguém mais. A única coisa boa dos últimos tempos foi aprender a atirar, e isso devia é dar medo.
Puts... I must get a life.
Escrito por Renan Peneluppi às 01h40
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Cruzeiro do Sul
Vê-se ao longe um vulto cambaleante que chuta areia e água ao caminhar na orla escura e deserta de uma pequena praia. Vem ali uma pobre alma, segurando uma garrafa praticamente vazia de Pinot Noir, a qual não devia ser a primeira, e podia ser a última.
Vê-se ainda mais ao longe um segundo vulto, este o de uma moça bonita, cabelos longos e franja sobre os olhos, o nariz levemente empinado, bonito, e seu sorriso pertubardor, sempre, se distancia, anda em outra direção. Leva seu sorriso e sua beleza, mas deixa com o vulto embriagado toda sua inpiração, dor, amargor. Na verdade, não deixa nada.
O bebado, continua se esforçando para ficar de pé, lutando contra os efeitos do álcool e contra sua vontade de se jogar na água gelada e deixar-se afundar no seu próprio mar de lágrimas. Levanta a garrafa, olha para tráz, ameaça gritar alguma coisa, mas já sem coragem de ouvir um não se cala e se joga deitado na areia.
A noite é limpa, calma, sem ventos ou nuvens, perfeita para observar as constelações, como nota o embriagado desiludido. E ali, olhando as incertezas das constelações se põe a pensar. Decide que é hora de mudar, de ir mais além, de buscar novos caminhos, novas estrelas. Se os corpos celestes estão prenhes de incerteza, só resta confiar na escuridão, nas regiões desertas do céu. Que pode ser mais instável do que nada? Contudo, não se pode, nem mesmo do nada, estar cem por cento seguro.
Vê uma clareira no firmamento, uma brecha oca e negra, lá fixa o olhar como que se projetando nela. E eis que também ali no meio toma forma um grãozinho claro qualquer ou uma pequenina mancha ou sarda. É ali que decide por se concentrar, quem sabe se abrir mais os olhos, ou se achar um local mais propicio para observar as estrelas? como uma costa mais escura, mais ao norte? Quem sabe?
Chega de concentrar-se na utópica Cruzeiro do Sul, é hora de dar uma chance a Estrela Polar, é hora de descobrir novas constelações, hora de seguir sentido buracos mais escuros no firmamento.
Se levanta, coloca um pequeno pedaço de papel dentro da garrafa e a atira no mar. Com as mãos nos bolsos, queixo levantado, respira fundo, e cabaleando some novamente na escuridão. Dizem, que só será visto quando chegar finalmente a todas as constelações.
Escrito por Renan Peneluppi às 03h38
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Outros Sonhos
Se pudesse escolher, escolheria por não amar.
Não há dor pior que a de não ser correspondido quando se ama. E aparentemente seu destino era esse, amar amores impossíveis, se iludir e se fuder. Aí se fodia também porque não sabia esquecer, não sabia deixar de lado e ser superficial.
Não sabia se afastar e não buscar noticias, saber com quem ela estava e porque, nem sabia não se questionar porque não era com ele que ela estava, parecia até que era viciado neste tipo de dor.
Se pudesse escolher viveria isolado numa ilha, sei lá, longe de tudo e de todos. Um lugar onde a vida seria simples e os sentimentos poucos.
Se pudesse desejar, no entanto, desejaria estar em um lugar isolado do mundo longe de tudo e de todos, menos dela. Desejaria estar neste lugar com ela para sempre. Um lugar onde dormiriam abraçados, tocaria sua cintura e velaria seu sono. Enquanto ela dormia a observaria deitado a seu lado, tocaria seu rosto levemente com a ponta dos dedos, seu nariz, sobrancelha, bochechas e lábios.
Faria massagens por todo seu corpo, e sonhava receber tantas outras de volta. Sempre que ela lhe mostrasse um sorriso pararia por um instante a observá-la, guardaria cada uma das expressões de seu rosto como um retrato em sua memória.
Desejaria suas mãos sobre as suas, e seu corpo sobre sua cama. Sempre que ela se deitasse sua mão apoiaria sua cabeça, e seus corpos colados se aqueceriam. Seus pedidos seriam como ordens para ele, o impossível não existiria, a dor seria lenda de outros mundos.
Aquele aperto no peito, aquele ciúme, a inveja, a raiva contra si mesmo, a insônia, os pensamentos, nada disso existiria se ele pudesse escolher. Se pudesse escolher estaria satisfeito só com o trabalho e com a própria companhia.
Mas desejava sim que suas fantasias se realizassem, que seus sonhos fossem reais, que seu amor fosse correspondido.
Como estes desejos pareciam um tanto improváveis escolheria jamais amar novamente. Via-se obrigado a escolher uma amizade sobre uma paixão, pois esta parecia ser a única forma de mantê-la por perto, de ainda ter algum contato.
Sabia que afastar-se era sem duvida a melhor forma de superar aqueles desejos e sonhos, mas não queria fazê-lo, se não a pudesse ter do jeito que ele queria preferia escolher ao menos a ter de outra forma, fosse como amiga, e assim passaria outros tantos anos a sonhar e desejar o impossível, sempre com alguma gota de esperança e um aperto no peito que aliviava sempre que ela sorria para ele, segurava sua mão ou simplesmente estivesse por perto. Um aperto no peito que voltava mais forte, agudo e doloroso, quando ela ia embora novamente, e ele ficava mais uma vez sem seu perfume, seus cabelos ou sua pele. Restava-lhe, sempre, apenas as memórias dos momentos que lembra serem bons, que só faziam aumentar a dor.
Não sabia se superaria, sentia que não, já nem sabia o que fazer com suas dores.
Escrito por Renan Peneluppi às 23h06
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Lagoa de Aruá
Naquele de verão o pequeno Augusto foi passar as férias com sua família no litoral. Sua mãe fez questão de obrigá-lo a usar uma sunga vermelha, um pouco menor que o tamanho real do coitado do garoto. Talvez isso alimentasse a ilusão daquela mãe insensata de que a criança estava dentro do seu peso ideal, que era muito saudável, não gordo. Mas de todas as crianças daquela praia Augusto era sem duvida o mais gordinho, e sabia disso. E isso apenas fazia daquela maldita sunga algo ainda mais ridículo.
Mas não parava por aí, ele já tinha sua auto-estima bastante abalada pelos apelidos na escola, e à seu ver, estava mais ridículo ainda, ele seria a atração principal das outras crianças se fosse visto daquele jeito. Por isso tomou coragem para adentrar o mar revolto e gelado, decidiu que passaria o dia sem sair da água, para que sua sunga não fosse vista de modo algum, por ninguém.
E dentro do mar, se escondendo entre uma onda e outra, além de fazer um xixizinho, Augusto ficava de olho na orla da praia, atento na localização dos outros banhistas, evitando passar sequer próximo deles. Quando via um grupo se aproximando logo nadava na direção oposta, quando se via encurralado por um grupo de banhistas de cada lado nadava para o fundo e os contornava.
Foi então que notou uma garotinha em pé na areia, a observá-lo, ruiva, devia ter uns 5 anos e usava apenas a parte de baixo do seu biquíni, também vermelho, no mesmo exato tom de cor que a sunga de Augusto. Logo sentiu certa empatia pela situação da menina, a pobrezinha devia também estar morrendo de vergonha do destino imposto por seus pais, e era tão linda, não merecia tal fardo.
Augusto, que desde muito novo era muito solicito com o sexo oposto, logo decidiu ir até ela e convidá-la para se esconder por entre as ondas com ele. Trocaram olhares as duas vítimas da falta de noção dos pais daquela praia. Ele ia chegando perto dela, já com água pela cintura, e ela o aguardava, molhando apenas os pés na água. Quando a avistou e estava a tomar coragem de acenar sentiu a correnteza puxando-o para trás, antes que pudesse olhar uma onda enorme quebrou sobre a cabeça do menino, e assim Augusto chegou à orla, rolando naquela onda, engolindo areia e água salgada, até que parou deitado e atordoado próximo aos pés da menina, que assustada correu para a barraca de seus pais.
Prontamente a mãe de Augusto correu para o resgate, o lavou rapidamente, tirou um pouco da areia de sua sunga vermelha e encheu uma garrafa com a água do mar. Já na barraca tirou a sunga vermelha e deixou a nudez de Augusto exposta para toda a praia, naquele momento o garoto nada mais queria que sua sunga apertada de volta. Por sorte, após despejar água sobre o garoto, sua mãe o vestiu com uma bermuda de nylon e uma camiseta listrada, como se usava na época.
Aliviado Augusto decidiu que precisava logo tomar uma atitude quanto a aquela menina bonita, tomou coragem e caminhou decidido em sua direção. A garota que agora estava a terminar de tomar um sorvete estava parada sob o sol, ao lado dos pais. Augusto, agora em trajes mais apresentáveis, se aproximou e como um admirador que se declara a sua amada disse: “Quer brincar?”. “Castelos de areia” ela respondeu
E se foram os dois pombinhos para a beira da praia, ele construindo seu forte indígena com uma muralha para se defender do ataque da água, e ela a levantar seu castelo de Cinderela, com diferentes torres e até uma sacada. Discutiam as técnicas de construção de castelo de cada um, aconselhavam-se e quando a parte técnica de seus projetos estava finalmente pronta começaram a pular sobre os castelos, caindo e rolando na areia. Sujos de areia dos pés a cabeça chutavam água um no outro e riam uma gargalhada infantil, gostosa e inocente, como augusto tinha saudade de ainda poder fazer. Foi quando os pais da menina vieram buscá-la e ordenaram que ela se despedisse de seu novo amiguinho. A levaram pelos braços, ela chorava e acenava um adeus triste para Augusto.
Já no carro, de volta pra casa, naquela mesma tarde, o pai do pequeno Augusto notou que seu filho estava um tanto quieto, e preocupado tentou consolá-lo. Disse que não se preocupasse que sabia que sentiria saudade, mas que eles poderiam brincar juntos novamente nas próximas férias.
E então as próximas férias vieram, Augusto procurou e procurou pelo biquíni e os cabelos vermelhos, mas não encontrou nada. O mesmo ocorreu nas próximas férias, e em todas as outras que se sucederam. Jamais a viu novamente.
E lá estava Augusto, aos 32 anos de idade ainda sonhava com aquele dia e aquela menina. E esses 25 anos de peito apertado e saudade ensinaram a Augusto que algumas pessoas passam por nossas vidas de forma intensa e rápida, como cometas, incendeiam-nos por um instante. Ficamos então a desejar reviver aqueles momentos, e a rever aquelas pessoas, ficamos a olhar para o céu em busca daqueles mesmos cometas. Então um dia notamos que há um lugar em nossas memórias, um pedacinho no nosso céu, em que podemos rever aqueles cometa e aqueles momentos sempre que desejarmos.
Escrito por Renan Peneluppi às 23h51
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Trabalhando no primeiro texto comico desse lugar deprimente..Breve em cartaz!
Escrito por Renan Peneluppi às 01h17
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Caminhos cruzados
Daisy chegara aquele ponto de sua vida em que todos chegam um dia, aquele ponto em que tudo parece estar fora de eixo, em que a sorte parece já não nos acompanhar e que todos os caminhos, ações e decisões parecem nos levar a um destino errado, não desejado, muitos, diriam até que azarado.
Mas pensando sobre o assunto Daisy se perguntava sobre sua sorte. Por muito tempo acreditou que ela mesma fazia sua sorte, e suas ações eram unicamente responsáveis por qualquer resultado adquirido no final de qualquer jornada que atravessasse. Mas ao olhar para trás viu que a sua sorte se resumia em seus amigos e familiares, as pessoas que a cercavam. Sim, suas ações foram de suma importância para o resultado final de cada um de seus passos, mas sem as ações dessas pessoas jamais teriam o efeito desejado. Notou que podia até fazer 99%, mas que se aquele 1% com que essas pessoas contribuíam eram fundamentais para o sucesso, e que sem esse 1% os resultados poderiam se diversificar por outros milhares de caminhos, melhores ou piores, talvez a maioria piores.
Pensou então nos caminhos que a levaram a essas pessoas, desde a primeira escola, das mudanças repentinas de sua família, daqueles de quem ela acreditava que jamais se tornaria amiga, daqueles amigos com quem se desiludiu e dos amigos que ficaram, perto ou longe. Lembrou do perfil diferenciado de cada uma dessas pessoas, bem, talvez não de todas, talvez ainda faltassem muitas, mas naquele lôbrego devaneio os principais estavam presentes: Os mais loucos, os mais certinhos, os políticos, os aculturados, os intelectuais, as paixões antigas, vividas ou não e todos os a quem esses a apresentaram. E com tantas diferenças de personalidade, diferentes cidades e países, raças e cores. Alguns com quem ainda mantinha contato, outros que apesar dos anos de separação ainda podia se sentir tão próxima e daqueles que em todos os caminhos percorridos, em todos os desvios, decolagens e pousos, presentes ou não, estavam lá a ajudando de alguma forma, mesmo que os próprios não soubessem disso.
Todos os amigos que teve se dividiam em pequenos grupos, panelinhas, e naqueles pequenos grupos em que agora pensava sempre havia um elemento que servia de ancora para todos, a quem todos recorriam para organizar as reuniões, os passeios e as festas. Este elemento, no entanto estava se dissolvendo, não por privação ou omissão, mas por que todos esses amigos estavam se dirigindo para caminhos diferentes, e isso não era de todo ruim, pois sabia que seus caminhos sempre se cruzariam. Aquele elemento centralizador dessas amizades já não se fazia necessário para a sua união. Os caminhos se cruzariam naturalmente, e talvez esse fosse o 99% da manutenção dessas amizades, e o 1% seria apenas aquele esforço final que ela, e cada uma dessas pessoas, precisaria fazer para que quando esses caminhos se cruzassem todos parassem para o encontro.
Cada um desses amigos cruzaria pelos caminhos de outras pessoas das quais Daisy jamais teria idéia da existência, mas era esse mesmo fator que trariam a possibilidade de que seus amigos desviassem de alguma forma os caminhos de seus amigos, e assim por diante, e era esta vasta ramificação de possibilidades que daria a Daisy a chance, ou não, de cruzar pelo caminho de novas pessoas, de novos amigos, e assim parar por um instante mais por essas pessoas, que acabariam mais uma vez desviando o caminho de Daisy para lugares melhores ou piores, talvez muitos melhores.
Talvez aquele momento importuno pelo qual passava fosse apenas uma seqüência de buracos em seu caminho. Mas saber que cruzaria com essas pessoas sempre dispostas a ajudar Daisy a chegar a estradas melhores a confortava de alguma forma. Para eles ela sempre pararia por um instante na sua jornada. Até tomaria alguns desvios se necessário fosse.
Escrito por Renan Peneluppi às 01h16
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O frio
Vagava sozinho pelas geladas e impessoais ruas da capital, as conhecia bem e fazia de caminhar sem rumo a sua terapia na noites em que o peito apertava.
Naquela noite em particular fazia muito frio, e ele andava pelas ruelas mais escuras, perigosas e menos movimentadas que conhecia. Ao caminhar não podia deixar de imaginar, ou desejar, que por ele passasse uma bela mulher, ou garota, que o olhasse e dissesse algo bonito, que pegasse sua mão, e andasse com ele.
Ela teria que ser bonita, pois ele admitia admirar a beleza, e não qualquer beleza, tinha de ser exótica, diferente, interessante. Para ele havia de ser uma mulher que ao entrar numa sala chama-se a atenção, e que todas as vezes que a visse seu coração parasse por um instante, que viesse aquele frio na barriga, e o arrepio na espinha. Uma mulher que suprisse toda a sua necessidade de reconhecimento e o seu egocentrismo juvenil.
Chegou em casa então, e o frio que tanto o agradava foi interrompido por uma massa abafada e quente que vinha de dentro do prédio, apesar de confortável, o desagradava até os ossos, pois o conforto para ele só havia gerado a acomodação com seu estado inerte de ser, apenas quando sentia frio é que agia. Apenas no desconforto é que fazia as coisas, boas e ruins, acontecerem.
Batendo a porta de casa, viu o apartamento sujo e vazio, as cartas negativas das propostas de emprego e o extrato bancário jogado sobre a mesa. Sabia que não tinha nada, e estava por conquistar tudo, continuou lutando contra os pensamentos negativos e voltou a sonhar.
Naqueles dias tudo o que lhe restava eram os sonhos, a musica e o frio de uma janela aberta na madrugada mais fria do ano.
E ali deitou até a manha seguinte, sentiu frio, muito frio, se encolheu, se cobriu mas não fechou a janela. Ali debaixo das cobertas, das dores e do desespero esperou, sem saber se viria, por uma ligação que só chegou na manhã seguinte. Refez seus planos, colocou as desilusões de lado, e foi à luta, dançando. E nem podia acreditar quando começaram a dançar com ele. Dançou, rodopiou e pulou, mas ainda sente aquele desespero no peito.
Escrito por Renan Peneluppi às 16h20
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Se me permitem utilizar as frases de Nietzsche, acho que completa o ultimo post, ou Não, se permitem utilizar de Caetano.
Que semelhança temos com o vaso de rosa que treme apenas porque o oprime uma gota de orvalho?
Sempre há alguma loucura no amor. Mas sempre há algum método na loucura.
Eu só acredito em um Deus que saiba como dançar.
E quando eu vi meu demônio, eu o encontrei sério, completo, profundo e solene: ele era o espírito da seriedade (gravidade), através do qual todas as coisas caem.
Nós o derrotaremos não com ódio, mas com gargalhadas. Venha, vamos destruir o espírito da seriedade!
Agora eu sou luz, agora eu posso voar; agora eu me vejo por trás de mim mesmo. Agora dançou um Deus em mim.
Assim falou Zarathustra.
Escrito por Renan Peneluppi às 22h38
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Cabernet Sauvignon: vinho tinto encorpado com coloração intensa, brilhante, serve muito bem como vinho de guarda (envelhecimento em barris de carvalho ou na própria garrafa), Seus aromas são complexos, melhoram com o envelhecimento, lembram frutas vermelhas (morango, framboesa, amora), pimentão, aroma herbáceo (feno, grama cortada), chocolate e com
envelhecimento até pode ter aromas de café e baunilha.
Cabernet Franc: vinho tinto de coloração intensa e brilhante, possui uma boa estrutura, bouquet agradável, é equilibrado. É um vinho mais rústico e robusto, encorpado, de aromas mais fortes, se comparado ao Cabernet Sauvignon, por exemplo. Seus aromas típicos são o herbáceo e frutas vermelhas, bem pronunciados, nota-se alguma nota floral pouco pronunciada e também grãos tostados e baunilha.
Merlot: vinho tinto de coloração intensa e brilhante, de corpo e envelhecimento médios, seus aromas são mais frutados e florais (violeta), lembrando cravo e canela, frutas secas e baunilha, de paladar marcante.
Pinot Noir: vinho tinto jovem de coloração viva, o cultivo desta variedade na Serra Gaúcha é prejudicado pelo ataque severo de moléstias fúngicas e podridões do cacho. Seu vinho é complexo e delicado, extremamente frutado, com aromas que lembram frutas vermelhas, mais morango e cereja, algumas notas florais e até café. Atualmente no Brasil, este vinho é muito utilizado para a elaboração de espumantes, pois confere corpo a esta magnífica bebida.
Gamay: vinho tinto jovem de cor vermelho rubi, leve, descontraído e frutado. O seu aroma é intenso, lembra framboesa, figo e banana, frutas secas, cravo e canela. Geralmente, é consumido no mesmo ano da sua elaboração, pois senão pode oxidar e perder todas as suas características iniciais.
Tannat: vinho tinto de coloração viva e intensa, vermelho rubi com tons violáceos. Esta videira é de cultivo recente no Brasil, porém no Uruguai é muito cultivada, por seu vinho possuir coloração intensa. Seu aroma lembra cacau, pimenta, baunilha e manteiga. No paladar ele é ácido e tânico (adstringente), o que forma um paladar bem agradável.
Por isso Jesus Bebeu Vinho, para conhecer melhor o seu rebanho.
Ficou bêbada a pobre da Daisy, nem vai se lembrar das lições de hoje quando acordar.
Escrito por Renan Peneluppi às 22h33
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Daisy e os Vinhos
Daisy só toma vinho espumante ou champanhe se for direto do gargalo. Dessa coisa de taça, cheirar, degustar, sentir os taninos e fazer o retro gosto ela até gosta, mas no caso dos espumantes tem que ser direto do gargalo.
Direto do gargalo lembra festa de ano novo, que lembra champanhe. Mas como Daisy não tem coragem de beber champanhe de forma tão esdrúxula ela só tem coragem de tomar direto do gargalo esses espumantes de dez reais. Vinhos baratos lembram dor de cabeça, e talvez seja de fato isso que a Daisy procura. Dor de cabeça. Cansou da inércia, cansou de nada acontecer.
Para Daisy todo vinho tem uma personalidade, essa personalidade se distingue por diversos fatores, como Daisy prefere acreditar que se distingue do resto das pessoas.
O melhor conhecimento do vinho depende do entendimento das possíveis maneiras de se elaborar o mesmo, como as pessoas. Existem uma grande variedade de produtos que podem ser elaborados da mesma matéria prima. O modo de fermentação dos vinhos deve ser decidido antes da fermentação do mosto, segundo o tipo de produto a ser conseguido e também, da qualidade da uva. Por isso, tentamos classificar os vinhos através de suas características comuns e identificáveis. Existem muitos vinhos no mercado, com várias características distintas entre eles, dificilmente você poderá encontrar um vinho de diferentes vinícolas com o mesmo sabor e aroma. Cada país vitivinícola possui uma legislação específica para o vinho, esta busca definir de maneira simplificada todos os produtos que se obtém a partir da uva.
Cada variedade possui características particulares, sendo assim, os vinhos elaborados com cada variedade serão distintos uns dos outros, segundo as qualidades das uvas que lhe deram origem:
Chardonnay: vinho branco de paladar marcante e agradável, possui acidez equilibrada, coloração amarelo palha esverdeado, e vai ficando amarelo ouro com o envelhecimento, seus aromas lembram maçã verde, manteiga, é muito frutado e com notas florais.
Gewurztraminer: vinho branco de coloração amarelo palha, intensa e brilhante. É muito apreciado pelo consumidor brasileiro, por ser bem aromático, porém o plantio desta variedade está cada vez mais diminuto, por problemas de adaptação ao nosso clima. Possui aromas próprios de variedades "moscatel", muito frutado, lembrando abacaxi, tabaco, canela, cravo, amêndoas e grãos tostados. É leve, fino e no paladar é macio, muito marcante.
Escrito por Renan Peneluppi às 22h33
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Saudade
Ao completar vinte e um anos o garoto se sentou sobre uma pedra, em um morro, da qual podia ver o mar de Copacabana. Era finalmente um cidadão em todos os termos, em todos os países que conhecia, principalmente os Estados Unidos, no qual até então não podia comprar uma cerveja, não se conformava com aquilo.
Como em todos os seus aniversários o garoto sentou-se para pensar, analisar sua vida e seus passos até o dia que comemorava a data de seu nascimento. Contabilizara ao longo de sua vida um numero impressionante de mudanças, viagens, escolas e pessoas. Nasceu em fazenda, morou em casas grandes e pequenas, acabou em um apartamento minúsculo. Estudou em sete escolas diferentes, publicas e particulares, dois cursos técnicos e estava a ponto de terminar a primeira faculdade. Morou em três países, visitou nove. Conheceu gente boa e ruim, de todas as cores, etnias e religiões. Rezou em diferentes igrejas, para diferentes santos, e foi abençoado por padres, pastores, macumbeiros e tantos mais. Apaixonou-se mais do que queria, e foi rejeitado muito mais do que suportava.
Assim foi crescendo, aprendendo, errando e acertando. A família tinha nele a esperança de tempos melhores, de sucesso, de liberdade. Sabiam de todo o seu potencial, do seu bom coração e de sua inteligência. Sabiam também de sua preguiça, comodismo e de seus medos.
Concluira naquela tarde gelada que em seu mundo já não havia mais lugar para a saudade, que seu caminho já não era mais a ida e a volta, e que para ele não existia uma dinâmica definida nos movimentos. Andava por aí, com a certeza de que tudo se repete num ciclo perfeito de prazer e alegria, ou não.
Quando anoiteceu e ele se viu mais uma vez com o peito apertado relembrou que pensava demais em coisas demais, por isso vivia eternamente em conflito.
Nos anos que se seguiram continuou suas andanças e encontrou lugares, pessoas e situações que não acreditaria aos 21, com muito mais sorte do que antes. O ciclo se repetia. Os amigos que fez, a família, outras famílias e as mulheres eram todos para sempre, alguns nunca mais encontrou, outros continua a ver até hoje, mas perdidos em seus conflitos são talvez ainda a maior vitória de sua busca.
Escrito por Renan Peneluppi às 07h41
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Cruzeiro do Sul
Vê-se ao longe um vulto cambaleante que chuta areia e água ao caminhar na orla escura e deserta de uma pequena praia. Vem ali uma pobre alma, segurando uma garrafa praticamente vazia de Pinot Noir, a qual não devia ser a primeira, e podia ser a última.
Vê-se ainda mais ao longe um segundo vulto, este o de uma moça bonita, cabelos longos e franja sobre os olhos, o nariz levemente empinado, bonito, e seu sorriso pertubardor, sempre, se distancia, anda em outra direção. Leva seu sorriso e sua beleza, mas deixa com o vulto embriagado toda sua inpiração, dor, amargor. Na verdade, não deixa nada.
O bebado, continua se esforçando para ficar de pé, lutando contra os efeitos do álcool e contra sua vontade de se jogar na água gelada e deixar-se afundar no seu próprio mar de lágrimas. Levanta a garrafa, olha para tráz, ameaça gritar alguma coisa, mas já sem coragem de ouvir um não se cala e se joga deitado na areia.
A noite é limpa, calma, sem ventos ou nuvens, perfeita para observar as constelações, como nota o embriagado desiludido. E ali, olhando as incertezas das constelações se põe a pensar. Decide que é hora de mudar, de ir mais além, de buscar novos caminhos, novas estrelas. Se os corpos celestes estão prenhes de incerteza, só resta confiar na escuridão, nas regiões desertas do céu. Que pode ser mais instável do que nada? Contudo, não se pode, nem mesmo do nada, estar cem por cento seguro.
Vê uma clareira no firmamento, uma brecha oca e negra, lá fixa o olhar como que se projetando nela. E eis que também ali no meio toma forma um grãozinho claro qualquer ou uma pequenina mancha ou sarda. É ali que decide por se concentrar, quem sabe se abrir mais os olhos, ou se achar um local mais propicio para observar as estrelas? como uma costa mais escura, mais ao norte? Quem sabe?
Chega de concentrar-se na utópica Cruzeiro do Sul, é hora de dar uma chance a Estrela Polar, é hora de descobrir novas constelações, hora de seguir sentido buracos mais escuros no firmamento.
Se levanta, coloca um pequeno pedaço de papel dentro da garrafa e a atira no mar. Com as mãos nos bolsos, queixo levantado, respira fundo, e cabaleando some novamente na escuridão. Dizem, que só será visto quando chegar finalmente a todas as constelações.
Escrito por Renan Peneluppi às 00h25
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Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor.
Escrito por Renan Peneluppi às 02h06
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Luto
Hoje meu post estava determinado a ser um texto depressivo, auto-destrutivo e amargo sobre mais uma de minhas decepções amorosas, essa a do carnaval. A decepção de um inicio de ano que promete ser diferente e doloroso. No entanto minutos antes de escrever, já com o coração apertado recebi a noticia da morte de um dos meu professores da faculdade.
Alexandre Abud morreu aos 30 e poucos anos vítima de um enfarte em pleno carnaval. Formado em Psicologia na USP após abandonar o curso de administração da Fundação Gertulio Vargas este meu pseudoidolo de origem nipo-arabica era muito mais que plenamente capacitado e conhecedor de sua área de atuação. É ainda um mestre que poucos tiveram, mais que professor de psicologia era um orientador fantástico, uma pessoa que fazia seus alunos acreditarem que o sucesso é possivel apesar de todas as dificuldade. Um homem sábio que metia o dedo em nossas feridas e esfregava em nossas faces nossas diferenças e defeitos de modo que nos forçava a crescer e evoluir.
Infelismente o tive como mestre por muito pouco tempo, e o conhecia muito pouco, mas devo ainda sim admitir que sua morte repentina me causou um aperto no peito, um choro incontido e uma desilusão com o mundo. Como pode ser que os grandes homens nos são tirados sempre tão cedo? sempre?
Hoje choro por muitos motivos, e sua morte é um deles. Espero que Deus cuide muito bem do nosso mestre, e permita que ao menos ele continue nos inspirando por toda a eternidade.
Devaneios. Com está oficialmente de luto.
Escrito por Renan Peneluppi às 01h45
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